14ª SAPECADA DA SERRA CATARINENSE / TODAS AS LETRAS
Postado por Matias Moura
Bahstidores
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A Sapecada da Canção Nativa e a Sapecada da Serra Catarinense são festivais de música nativistas que fazem parte da programação da Festa Nacional do Pinhão. Eles buscam preservar as raízes culturais, divulgando a história e os costumes da região e fazer um intercâmbio com artistas do Estado e dos países do Mercosul.
14ª SAPECADA DA SERRA CATARINENSE / TODAS AS LETRAS
1. GUIADA
Música: Vitor Amorim
Interprete: Quarteto Coração de Potro
Ritmo: Chamarra
Corpo esguio e franzino, que tantas mão tocaram...
E te seguram bem firme na hora que te deitaram.
És parente da picana e dos fuero da carreta,
Mas com a nobreza distinta coroada na roseta!
Vaidosa, carrega argolas penduradas nas orelhas
E sempre a aura brilhante feita em formato de estrela.
Não gosta de ir pro campo, mas de ficar nos galpões,
Pelos cantos, recostada, amargando solidões...
Mas quando mexem contigo, como ficas, tagarela.
E faz redemonhiar tropas à procura da cancela!
Por isso se as estrelas cintilam, tu te enamoras...
Recordando um amor que partiu num pé de espora!
Àqueles que te conhecem, respeitam o simples “trim”
Te dão lado quando passas com teu trinar de clarim.
Tal o pai que mostra ao filho, rumo e razão de estrada
E a firmeza da palavra, tem o teu jeito... Guiada!
Bem na volta da peleta, cutucas, mas não por mal,
Pra evitar que algum se quebre conservas teu ritual.
Por ti o brete não folga, que nesta lida és valente!
É teu destino, guiada, tocar a vida pra frente!!
Índio Ribeiro: Violão e Voz
Vitor Amorim: Violão e Voz
Kiko Goulart: Violão e Voz
Ricardo Bergha: Guitarrón e Voz
Gabriel Maculan: Cordeona
Gravação: Martin Estúdio, Lages - SC
2. JOÃO ARRASTADOR
Letra: Rodrigo Sandi
Música: Rodrigo Sandi
Interprete: Tiago Narciso, Felipe Sousa, George Lima e Rodrigo Sandi
Ritmo: Toada
Já faz um tempo, ainda me lembro,
João arrastador puxou pedras
Do mês de maio até setembro...
Peso da canga
Poeira de estrada
Suor nos cascos
Passos de causa judiada.
São três parelhas
Ofício brabo
Puxando as pedras
Para a igreja do povoado.
João Rizzon entregou a vida para essa lida
Anseios moços que carregava apagaram
No passo lento do mulão – grande bragada –
Sua jornada rumbeia só pro sustento.
Pitanga é velho
A serra é grande
Porém bem sabe
Que a picana faz que ande.
Cachorro Bueno
Também cansado
Mas segue firme
E nos "garrão" faz costado.
E sobre a quincha da carreta pendurado
Charque e arroz pra o almoço costumeiro
Daqui dois dias chega com as pedras na vila
Bênçãos do padre pro carreteiro e pros bois.
Peso da canga
Poeira de estrada
Suor nos cascos
Passos de causa judiada.
Cachorro Bueno
Também cansado
Mas segue firme
E nos "garrão" faz costado
Tiago Narciso: Voz e Violão
Rodrigo Sandi: Voz e Viola
Felipe Sousa: Voz e Violão
George Lima: Voz e Guitarrón
Gravação: Martin Estúdio, Lages - SC
3. TROPA POR DIANTE
Letra: Ramiro Amorim
Música: Ramiro Amorim
Interprete: James Michel, Bada Castro e Éder Goulart
Ritmo: Toada
As taipas mouras fazem fiador pra tropa
Ponta da copa do chapéu de aba caída
Vamos cantando assobiando alguma marca
E assim os dias passam na tarca da vida
Cada um bem sabe que a vida é um livro
E cada dia que nasce é uma folha em branco
E a gente escreve nela nossa própria história
Desde piazito até ter cabelos brancos
Por isso o zelo côa tropa por rios e matos
Gente de trato honra o fio de bigode
Cada um carrega o fardo que suporta
E se cair é porque leva o que não pode
TROPA POR DIANTE GARANTE O PÃO DOS MEUS
GRAÇAS A DEUS PELOS CAPÕES E AGUADAS
CADA PAISAGEM QUE SE ACENDE NA RETINA
É LUZ DIVINA NO PRIMOR DAS INVERNADAS!!
De pai pra filho, gira a roda do tempo
Num sentimento timbrado de liberdade
Porque às vezes só na culatra da tropa
Que a gente canta e se sente bem à vontade
Por corredores, nos verões dias compridos
Bem entretidos, pingo bueno e prosa mansa
Dando gaitadas de causos assucedidos
De alma fraterna e coração de criança
Mais quando ando embretado na cidade
A saudade invade me lembrando as campereadas
Dentro do peito há um sentimento esquisito
Repontar num grito a tropa por diante na estrada
Jones Andrei Vieira: Acordeom
Rene Ildefonso: Violão
Matheus Colossi: Violão
Conrado Junior: Violão
Marlus Pereira: Baixo
Joacir Borges "Vacaria: Percussão "
Gravação: Estúdio: J.A Estúdio
4. A PEDRA DO CAMBARÁ
Letra: Felipe Silveira
Música: Arthur Boscato
Intérprete: Arthur Boscato
Ritmo: Chamamé
A pedra do cambará
Nasceu do cerne mais duro,
Que o tempo fez maduro
E desprendeu do brancal.
Habitou num banhadal,
Bebeu água e encruou,
Quando então petrificou
Se assomando ao manancial.
Feito pedra, o cambará,
Que agora “trocou de mundo”,
Vive um sono profundo
E eterno na sua forma,
Antes tronco campo a fora,
Pedestal de algum canário,
Hoje pedra num cenário
Que o tempo não devora.
Já foi casa do barreiro
E palanque de mangueira,
Já deu flores curandeiras
Pro bico do beija-flor,
Já foi palco pra cantor,
Que abre o peito num retoço,
Já foi sombra para o moço,
Com cismas de namorador.
Foi tronqueira de porteira
Para os índios mais antigos,
Que tiveram seu batismo
E o derradeiro sono.
O Cambará no mesmo entono,
Vai cruzando gerações,
Pro inverno os tições,
Folhas secas pro outono.
Virou “vidro” em olho d’água,
Aquele tronco ancestral,
Escorador de bagual,
Que foi sombra, cerne, moirão...
Hoje empedrado no chão,
Cambará petrificado,
Me remetendo ao passado,
É presente no meu galpão.
Letra: Felipe Silveira
Felipe Silveira: Violão
Rafael Vieira: Violão
Gabriel Maculan: Acordeon:
Carlos Lamarque: Contrabaixo
Gravação: Estúdio do Diego (Pato Branco/PR) e Boscato Estúdio (Florianópolis/SC)
5. PEÃO ESTANCIEIRO
Letra: Aldo Martins Neto
Música: Beto Ventura
Interprete: Beto Ventura
Ritmo: Chamarra
Buenas caseiro estou vindo do campo!
Fui recorrer cerca, banhado e valo.
O mês de agosto é um punhal da vida
Que todo ano sangra o gado magro.
Ceva o mate – enquanto pico o fumo –
Aqueça a água na chaleira antiga!
Entardecer é hora do amargo.
De prosa longa e revisar a lida.
Fico faceiro ao encerrar outro dia
Junto de ti e da minha prenda amada,
“Parar rodeio” sempre bem montado,
Guardar a tarca de conta fechada,
Sentir o cheiro das flores do campo
- Maria-mole, carqueja e vassoura –
Ver no pomar ciscando na sombra
O carijó junto da égua moura.
Essa é a vida de um peão de estância.
Não tenho nada mas sou homem rico!
Tropeando alheios, reculutando a vida
Já enlotei uma tropa de amigos.
Antes da noite vou juntar umas grimpas,
Fazer o fogo pra aquecer a casa,
Tomar leite da vaca salina
Com pinhão sapecado nas brasas.
Assobiando reponto as ovelhas
Que andavam solta pela invernada
O perdigão piando no potreiro
Vem prenunciando noite enluarada.
Guardo as tralhas fecho a porteiras...
Me recolho casa ascendo o candeeiro
Sento num banco e agradeço a Deus
Por essa vida de peão estancieiro.
Anderson de Oliveira: Violão
Adilson Palma Arruda: Violão
Leandro Vieira: Gaita
Adilson Oliveira: Baixo
Gravação: Estúdio: A&R Estúdio
6. TROPEANDO PELA SERRA
Letra: Juliano Duarte
Música: Jones Andrei Vieira
Interpretação: Juliano Duarte e Jones Andrei Vieira
Ritmo: Chote
Nessa tropeada de poesia e cultura
Venho falar da minha terra serrana
As suas origens e sua gente hospitaleira
E os valores que forjaram essa terra!
Urubici! carreteada em Santa Tereza!
Dancei nos bailes lá em Bom Jardim da Serra
Lá no Painel! nas laçadas de patrão
E no Cerrito! a Toca da Onça me espera.
Em Capão Alto lá no Recanto das Águas
Em São Joaquim! no Pericó e no Cruzeiro
Quebrei geada pras bandas de Urupema
Em Rio Rufino! dancei na luz do candeeiro.
São tantas lidas, tanta gente nessa terra
Não me renego e com eles me irmano!
Nossa Senhora dos Prazeres abençoa
Sou pelo duro, sou do Planalto Lageano!
E se chegando pras bandas de Correia Pinto
Churrasqueei muito lá na Estância do Zeca
Lá em Anita fiz as minhas orações
Em Cerro Negro a saudade ainda me aperta!
Em Ponte Alta! na capital da moranga
Das carreiradas em Campo Belo do Sul!
Me entreverei com tantas chinocas bonitas
Pelos rodeios lá em Bocaina do Sul.
Em Bom Retiro vamos fazer a sesteada
E na Palmeira! nas rodas de chimarrão
Tiro de laço lá em Otacílio Costa!
E aqui em Lages! sapecar muito pinhão.
Giancarlo Orsoletta: Violão e Vocal
Charleston Velho: Violão e Vocal
Adilson Palma Arruda: Violão
Éd Silva: Baixo
Everaldo Bueno: Pandeiro e Vocal
Herus Cardoso: Acordeom
Arranjos: Jones Andrei Vieira
Gravação: Estúdio J.A -Lages/SC
7. TORMENTA
Letra: Vitor Amorim
Música: Vitor Amorim
Interprete: Ricardo Bergha
Ritmo: Milonga
Tormenta braba já não me assusta
Nem faço caso, olho a janela...
Mas a tormenta dos olhos dela
Me leva o sono... que vai e custa...
O que me assusta é a tarde mansa
Quando o sorriso ilumina a vida
Tormenta é a hora de minha partida
Chovendo os risos de tua lembrança
“Espero o tempo de céu aberto
Meu poncho seco nos tentos ato”
Frescor de brisa que cruza o mato
Me imita o jeito se a tenho por perto
Tormenta braba varre meu peito
E um sol sem jeito depois aponta
Tem nos teus olhos sem te dar conta
Lume de lua copiado ao leito
Igual tropa que marcha lenta
Com céu bem lindo poncho nos tentos...
Meu canto triste se vai com os ventos
Junto a saudade que me atormenta!
Kiko Goulart: Violão
Vitor Amorim: Violão
Indio Ribeiro: Violão
Joao Gabriel Rosa: Guitarron
Daniela Porto: Violino
Gravação: Martin Estúdio Lages SC
8. RODEIO DO ZECA
Letra: Anildo de Souza Araújo
Música: Anildo de Souza Araújo
Interprete: Itacir Vieira da Silva
Ritmo: Chote
É quinta-feira, gauchada do meu pago,
Ajeitem as pilchas e os arreios do pingo,
É o rodeio do Patrão Zeca Toazza
É na Fazenda Dona Rosa
Vai de quinta até domingo.
É muito laço, muito show e gineteada,
É bom levar arreio e pilcha em quantia,
Só não precisa levar a carne de casa
Porque a boiada do Toazza
Dá carne gorda e macia.
REFRÃO
O CTG Chama Crioula manda o chasque,
O Patrão Zeca nos atira este pealo,
Vamos reunir nossa gente dos rodeios
Pra praticar nos arreios
O nosso esporte a cavalo.
Vai ter leilão da tropilha da cabanha,
Por renomado domador emanunciada,
O Sidinei, ginetaço boa gente,
Que veio especialmente
Pra preparar a potrada.
Quero ajudar trazer o gado pra cancha,
Com o Nego Véio e toda a indiada bravia,
Dona Noêmia já preparou a feijoada
Pra alimentar a peonada,
Uma verdadeira iguaria.
REFRÃO
Os narradores se alternam nos trabalhos,
Cada um com seu estilo favorito,
O Zeca Toazza numa oração bem campeira
E o taura Miguel Pereira
Fazendo verso bonito.
A premiação do rodeio é excelente,
Vem laçadores de todo o sul do país,
E toda noite haverá show e bailanta
Numa festança que encanta
E faz o povo feliz.
Violões Base/Solo: Juliano Moreira lemos
Gaita: Juliano Moreira Lemos
Pandeiro: Estúdio MH Santana do Livramento-RS
Gravação: Estúdio Seven Chapecó-SC
9. PERO, LA FE NO SE HA IDO DE MÍ
Letra: Índio Ribeiro e Conrado Neto Jr
Música: Indio ribeiro
Intérprete: Carol Goulart
Ritmo: Milonga/Candombe
A veces, el mate es soledad
A veces, es alegría
Hay tiempo de perjuicios
Y tiempo de ganancias
Pero, la fe no se ha ido de mí
Hay días que la risa no me sale
Hay días que una sonrisa se suelta
A veces, lastimo, a veces, soy herido
A veces, soy orilla, a veces, río
Pero, la fe no se ha ido de mí
A veces, canto, a veces encanto
A veces, me suena, a veces, me encanta
Por veces, contento, a veces, tristeza
Pero, la fe no se ha ido de mí
Hay días que soy estrella
Hay días que soy polvareda
En un día canto y hablo
En el otro, apenas me callo
Pero, la fe no se ha ido de mí
Y siempre habrá un rebrote de mí
Por más duro que el suelo sea
Pues, cuando venga la lluvia buena
Tendré anchos días de felicidad
Pues, la fe nunca se ha ido de mí.
Kiko Goulart: Violões
Gravação: Martin Estúdio, Lages -SC
10. UM SIMPLES QUADRO INVERTIDO
Letra: Rafael Ferreira
Música: Rafael Ferreira
Interprete: Ricardo Bergha
Ritmo: Chamarra
São por estas primaveras que a cor rebrota pro mundo
Num simples pulsar das pétalas, num simples quadro inundo
Dum pinheiro copa alta se estendendo frente aos olhos...
Do zaino matando a sede com o focinho entre os mólhos...
Foi no açude do potreiro na manha recém surgindo
Que o potro estendeu o corpo pra um quadro novo ir tingindo
Do brilho entre os remansos e que muda assim do nada
É Deus pintando o espelho que reflete nesta aguada
Tem cismas de ser artista este açude que aqui falo
Pois destorce a silhueta, mais bela do meu cavalo
Cuidando o que tem na volta, reluz o retrato inverso
É um simples quadro de campo que vem morar nestes versos
Curvou-se o meu malacara, no açude fronte ao mato
Numa réstia da sombrita, desassolhando de fato
E os goles bem golpeados, numa vontade sedenta
De pouco importava o turvo daquela água barrenta
De veras penso emotivo, ao ver o quadro invertido
Pois mora nestas aguadas o sustento sucumbido
Quisera ver no futuro, açudes, rios e banhados
Sem que a pua do progresso perfure espelhos aguados
Conrado Jr: Violão
João G. Rosa: Acordeon
João Gabriel Rosa: Violão
Gravação: Estúdio Pampa Record’s, Lages – SC
11. ESTILO SERRANO
Letra: Iradi Chaves Rodrigues
Música: Donisete de Fatima P. Wolff (Zetti Gaudéria)
Interpretação: Zetti Gaudéria
Ritmo: Chamarra
No meu estilo serrano nas estâncias galponeiras
Lá meu vou “pé no estrivo” na minha sina estradeira
Sovando lombo de potro nesta pátria sem fronteira
Pra manter as tradições desta querência campeira
No meu estilo serrano aquerenciado em galpão
No ofício de domador de montar em redomão
Só estando “enforquilhado” é que alegra o coração
Nas noites ou me vou mateando pra domar a solidão
No meu estilo serrano de viver sobre as coxilhas
Meu sombreiro é o telhado e o “pega mão” é a encilha
Nas esporas que me afirmo o laço sai da presilha
Nos campos aqui da serra sou guerreira farroupilha
No meu estilo serrano vou campeando um rodeio
Tendo laço e gineteada eu sempre estou no meio
Levo cavalo crioulo que é melhor pingo pro arreio
E nos braços de um gaúcho a vida fica um floreio
No meu estilo serrano ganho a vida de a cavalo
Nesta herança que tenho e levo como regalo
O meu pai era tropeiro me acostumei neste embalo
Levo a querência no arreio e as tradições num pealo
Pery Bohrer: Violão
Gian Carlo Orsoletta: Violão
Jones Andrei Vieira: Gaita
Joacir Borges (Vacaria): Bombo Leguero
Marlus Pereira: Baixo
Arranjos: Jones Andrei Vieira
Gravação: Estúdio J.A /Lages-SC
12. UMA VIDA DE TROPA E ESTRADA
Letra: Evertom Waltrick e Adriano Medeiros
Música: Vinissius Camassola, Reginaldo Farber
Interprete: Reginaldo Farber
Ritmo: Chamarra
E no lombo das valentes mulas
Venci distâncias pelas canhadas,
Bem altivo nesta lida
Sofri com o rigor das geadas.
Refiz os rumos por estas serras
Cantando aboios nas paradas,
Namorei as estrelas charruas
Rondando perto das aguadas.
Dias e noites, campos a fora
As más lembranças ficaram pra trás,
Cruzei rezando no Passo da Cruz
Sempre tocando pra frente no más!
No rio do rastro deixei as marcas
Timbrei de cascos este chão,
Saudades pra quem fica e quem parte
Junto ao recuerdo redomão!
Os tropeiros são velhas histórias
Nas sendas do tempo a ecoar,
Ficaram estes rumos marcados
Para nunca mais retornar.
Dias e noites foram sem fim
Singrando altivo e sereno,
O sol tirano marcou minha tez
Deixando enfim meu rosto moreno.
As vergas desditas foram sumindo
Herança de vida e mais nada,
Sou a vida no tempo de ontem
Fui parte de tudo, meu nome estrada.
Vinicius Camassola: Violão Base
Lucas Soares: Violão Base e Solo
Deivid Silbert: Violão Base e Solo
Fabricio Padilha: Guitarron
Everton Lourenço: Baixo
Gravação: Estúdio A&R, Lages-SC
13- QUISERA EU
Letra: Rafael Vieira
Música: Rafael Vieira
Interprete: Trio Rédea Solta
Ritmo: Milonga
Quisera um dia eu ser poema,
Quisera o poema ser teu um dia
Pra que vire a melodia
Que embala os sonhos teus,
E os teus lábios encontrem os meus
Quando acabarem-se as palavras,
E num só beijo eu te contava
Coisas que um verso não dizia.
Quisera um dia eu ser “milonga”
Quisera a “milonga” te acordar
Em serenatas ao luar
Onde tu escutas só o meu canto
Da janela, me atira um manto
Perfumado aos teus “gracejos”
E eu me tapo de “desejos”
Com a vontade de te amar.
Quisera um dia eu ser o vento
Quisera o “vento” soprar forte
Rumando sempre o mesmo norte,
Rumando sempre o teu destino.
Sigo esta sina –“teatino” -
Ventando de um pago à outro ,
Soprando as crinas de algum potro,
Soprando vida, ares de “sorte”.
Quisera um dia eu ser história,
Quisera a história ser tua ainda,
E que a “milonga” nunca se finde
Para nós dois, enamorados,
Que o poema fique guardado
Na melhor das tuas lembranças
E que o vento em suas andanças
Me leve a ti, minha prenda linda!
Rafael Vieira: Violão e Voz:
Felipe Silveira: Violão e Vocal
Arthur Boscato: Contrabaixo e Vocal
Gravação: Estúdio do Diego (Pato Branco/PR) e Boscato Estúdio (Florianópolis/SC)
14. NA FLOR DA GOLA
Letra: Leonardo Ginete e Daniel Silva
Música: Daniel Silva.
Interprete: Ricardo Oliveira
Ritmo: Valsa
Quem sabe essa flor na gola do poncho
Um dia floresça e traga de novo
O seu lindo olhar das bandas do povo
Que só de pensar assim me comovo
Solita bordada no poncho a guardo
Em baixo do lenço que fica atado
Ficando esquecido em tempo de outrora
Poupando a magoa que ainda me desola
E sigo andarilho sem o seu perfume
Sinto que seu lume renasceu em mim
Trazendo a copla e a lembrança tua...
E por ti xirua o amor brotou em mim
Se estás escondida em baixo da gola
Sinto que a demora se chega ao fim
Para ti chinita um mate bem juyado
Renascendo legado de ter você em mim
Vai seu silêncio coloreando a esmo
Na gola do poncho como se vivesse
Liberta alheia a tudo e renasce
Pelo sal dos olhos como compreendesse
Adilson Oliveira: Violão base
Sergio Boscato: Violão base
Fabricio Padilha: Violão Solo
Anderson Oliveira: Violão solo
Everton Lourenço: Baixo.
Paulo Zago: Gaita
Gravação: Studio A/R em Lages SC
15. MILONGA CATARINA
Letra: Milton César Hoff e Sandoval Machado
Música: Milton César Hoff , Sandoval Machado e Itacir Vieira
Interprete: Itacir Vieira e Daniel Silva
Ritmo: Milonga
Amanhece o dia
E o rádio de pilha
Quebra a quietude
Deste meu rincão
Ao sorver o amargo
Contemplo a beleza
Do branco em nevasca
Pro meu coração
O berro do gado
Perdido no ar
Olhos vão pingando
Gotas pelo chão
Tropa estrada afora
Pra não mais voltar
Junto ao pio das copas
No azul do meu torrão
Eu vou cantar
Minha milonga Catarina
Que me criou
Quebrando geada pelo pasto
A minha terra
Também é terra de Anita
E dos tropeiros
Que aqui deixaram seu rastro
Eu vou cantar
Nossa milonga Catarina
Ponteada em versos
Com a gaita e o violão
Nos verdes campos
Entre pinheiro e coxilha
Abençoada pela gralha e o pinhão
A doma do potro
Chama pra um pealo
Lida na mangueira
Dia de castração
Forma um alvoroço
Guapa peonada
A cuscada alerta
Se afirma o tirão
Chega à tardezita
O fogo no borralho
Com trempe e cambona
Fogueia um tição
A graxa do granito
Atiça as labaredas
Que bailam noite adentro
Alumiando o galpão
Juliano Moreira Lemos: Violões base/Solo
Sandoval Oberti Machado: Gaita Cromática
Arthur Zucchi Boscato: Baixo
Itacir Vieira da Silva: Voz Solo
Daniel Matheus da Silva: Voz Solo e Vocal:
Gravação: Estúdio Seven, Chapecó-SC
16. RISCOS
Letra: .: Leonardo Ginete
Música: Reginaldo Farber
Interprete: Daniel Silva
Ritmo: Chamarra
Espora grande pelo chão riscando fundo
Deixando impresso rastros pra o mundo
Que não se apagam pelas almas que sentem
Sabem de potros e luas no caminhar entendem.
Retruca o silencio na cantiga melodiosa e simples.
Chorona das coisas de dentro da alma.
Que afogam as coplas saudosas de dentro do peito
E por elas saltam pra o mundo em floreio.
Guarda silêncios e versos dos fundos dos olhos
Que dentro deles guardam muitos dos meus sonhos
Pra serem riscados pelo chão por onde arraste estas puas
Se mostram iguais as luas por serem estrelas xiruas.
Deixou preso nas garras pra mostra o rumo certo pra vida
Na firmeza dos aprumos desses potros firmando a lida.
E num olhar mais largo pelo corredor que se espicha
Longe na aurora que em cor pelo horizonte salpica
Riscos fundo de chilenas abrem sulcos na terra
As mesmas que sustentam a primeira guerra
Contra um potro em uma primeira encilhada
Sabem dos meus segredos de alma lavada.
Reginaldo Farber: Violão Base
Leandro Marx: Violao Solo
Arisson Santos: Violao solo
Ruan Alexandre: Baixo
Dalton Muniz: Gaita
Rodrigo velho: Percussão
Leonardo Ginete: Recitado
Gravação: Studio A/R Em Lages SC
REALIZAÇÃO EM PALCO DIA 15 DE JUNHO DE 2014 ÀS 20:30h
DURANTE A FESTA NACIONAL DO PINHÃO
14ª SAPECADA DA SERRA CATARINENSE / TODAS AS LETRAS
Reviewed by Unknown
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junho 12, 2014
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