A entrada da cidade de Santana do Livramento receberá um monumento em homenagem a um de seus filhos mais ilustres.
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| Ainda jovem, Paixão posou para Antonio Caringi , escultor que produziu a estátua do Laçador |
"João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes nasceu, em 12 de julho de 1927, na cidade de Santana do Livramento. Filho de Júlio Paixão Côrtes e de Fátima D’Ávila Paixão Côrtes, tem suas heranças ligadas à vida pastoril em sua terra natal, a qual, desde pequenote, lhe oportunizou um vivenciar espontâneo das lides campeiras.
Acredita que seu interesse artístico esteja ligado ao de seu avô João Pedro Rodrigues D’Ávila, fazendeiro e gaiteiro de ocasião, no famoso “Rincão dos Ávila”, no Cerro Chato, interior de Sant’Ana do Livramento.
O próprio Paixão costuma dizer: “lá, se tu reboleares um laço de armada grande e de muitas rodilhas, e atirares a ‘campo-fora’ e laçares um bojo de uma macega, pode ‘cinchar’ que vem junto um ÁVILA tocando ou cantando... Eu sai dançador...”
Sua vida escolar iniciou-se, em Sant’Ana do Livramento, no Colégio Rivadavea Corrêa (localizado antigamente na “linha divisória”) e no Colégio dos Maristas. Foi interrompida quando seu pai, Engenheiro Agrônomo da Secretaria de Agricultura, mudou-se com a família para Uruguaiana, onde foi exercer suas atividades profissionais.
As raízes familiares maternas mantiveram seu vínculo pessoal com sua terra, e, em diferentes momentos, retornou a “Sant’Ana” (como se refere à cidade) para convívio familiar.
Com a perda do pai, ainda na adolescência, retornou de Porto Alegre, período em que teve suas primeiras experiências artísticas de palco, ora no conjunto musical “Amigos da Onça”, ora fazendo a animação e locução de festas.
Foi na sua terra natal que participou do seu primeiro programa radiofônico gauchesco, na Rádio Cultura (emissora limitada ao perímetro urbano), com Orlando Simas, Teresa Almeida e Enio Simões, em 20 de setembro de 1948.
Na experiência dos seus 86 anos, entende ele que esses primeiros passos foram fundamentais para que posteriormente pudesse estar, na década de 50, fazendo programa de auditório, em rádios, e atuando em palcos da Europa.
Sua atuação como pesquisador, como artista, como Engenheiro Agrônomo, entre outras atividades, oportunizou inúmeras vezes a sua presença no município.
Em um momento estava em Sant’Ana como pesquisador da religiosidade rural rio-grandense, no início da década de 60, observando “os capelões” e seus “terceros” puxando terços, registrando documentalmente em seu livro “Folclore Gaúcho” (1984, reeditado em 2006).
Em outro momento, retornava para lançar o “Festival do Cordeiro e do Vinho”, para inaugurar o “Parque Eólico do Cerro Chato”, para visitar o Museu David Canabarro e para encontrar o tronco da Família D’Ávila.
Ainda, em atividade profissional, visitava produtores rurais e o parque industrial do município como Ovinotecnista da Secretaria da Agricultura/RS e classificador de lã.
Em todas as andanças por lá, sempre encontrou, na cidade, amizades profundas e aproveitou para descobrir imagens de sua infância e adolescência na “Praça dos Cachorros” ou na “Praça Internacional”.
Entre os fatos a destacar-se está o de outubro de 1948, quando ele entrevista a Srª Belmira Garcia Labarthe, a qual conheceu, em 1870, José Hernandez, autor do poema Martin Fierro, quando de sua hospedagem em Livramento. Inclusive, Paixão Côrtes possui, em seu acervo, livro autografado pela própria Srª. Labarthe. Este fato tem uma importância pessoal, pois Paixão nasceu justamente na casa que ficou registrada como local de estada de José Hernandez.
Sentiu o reconhecimento pessoal de sua cidade, em 1987, durante a Semana de Livramento, quando foi recepcionado calorosamente por uma multidão e uma centena de cavaleiros, recebendo do Poder Executivo, simbolicamente, as “chaves da cidade”. Pôde cumprimentar pessoalmente o grupo cavalariano.
Igualmente, foi recebido carinhosamente pelos santanenses, em 2007, na semana da cidade, que recebeu o título “Livramento é toda Paixão”, realizando diversas atividades culturais.
Sua intensa vivência com a comunidade santanense levou, em 2012, a Escola de Samba Tradição a homenageá-lo com o desfile carnavalesco “A Tradição canta e dança com Paixão”.
Paixão Côrtes ainda mantém múltipla atividade produtiva, publicando e doando gratuitamente mais de 350 mil exemplares de suas obras impressas, resultantes de suas pesquisas, para escolas públicas, universidades, bibliotecas e Centro de Tradições Gaúchas.
Em sua redobrada atividade nos meios de comunicação, em programas de rádio, televisão e cinema, e nas suas atividades artísticas, que o levaram por oito vezes a palcos europeus, em universidades de Paris e Londres, quando ampliou suas investigações em museus do velho continente, sempre levou consigo os hábitos, maneira e costumes do Rio Grande do Sul e da cultura da sua gente, da sua Sant’Ana do Livramento.
Por todos os lugares em que andou, Paixão Côrtes sempre teve como referência e marco de existência a sua terra natal: “Sou cria de Sant’Ana do Livramento e me orgulho disso!”.
Fonte: http://
A entrada da cidade de Santana do Livramento receberá um monumento em homenagem a um de seus filhos mais ilustres.
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novembro 04, 2013
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